Benefícios da Homeopatia no parto

November 11, 2016

 

Falar de Homeopatia é mergulhar em um vasto e poderoso universo, mas talvez possamos ter a humildade de dizer que é uma medicina que “permite que venha de dentro, e que venha de cada um, no processo de cada um”, semelhante ao parto - é vir de dentro, é um processo de cada uma, é nascer literalmente e renascer em sua força, em seu melhor, em sua vida e na vida de quem nasce.

 

A mais importante lei da Homeopatia é a Lei dos Semelhantes, lei natural de cura, Similia Similibus Curentur, ou seja, os semelhantes curam os semelhantes. A prescrição homeopática representa método que adapta à totalidade sintomática da pessoa uma substância capaz de provocar um conjunto de alterações que permitem confronto de semelhança, entre o estado de doença artificial, provocado pela substância, e o estado de doença natural, desenvolvido pela pessoa. O organismo é chamado a retomar seu equilíbrio, a reagir naturalmente, no seu tempo, e com o que ele dispõe no seu processo, de forma particular.

 

Está aí a individualidade em usar homeopatia, ela é única para cada pessoa, e isso permanece mesmo sendo em um trabalho de parto. E quanto ao campo de atuação da medicação? Mental e curadora, fisicamente e pontualmente certeira, basta um olhar apurado, detalhado, puro, fiel e verdadeiro do homeopata, que essa medicina atuará na totalidade do ser, respeitando seus limites e seu tempo.

 

Nascer é da natureza humana e, se estamos longe dessa leitura, a homeopatia irá acordar, chamar nosso organismo a esse processo natural e fisiológico, ajudar a mulher viva a acessar seu inconsciente, o inconsciente coletivo do nascimento. O uso dela no processo perinatal tem seus encantamentos e talvez uma das curas mais profundas em questões de nascimentos e renascimentos, pois age onde ninguém vê e o resultado é nítido.

 

Essa terapia holística, além de organizar o corpo físico da mulher para os desconfortos naturais e individuais do período, age na preparação mental dessa mulher para seu renascimento, deixando de ser filha para nascer como mãe (mulher), curando feridas emocionais que possam ter ficado impregnadas desde o seu nascimento e que, se não curadas, aparecerão em seu parto, em muitos casos.

 

A mulher viva, mãe, guerreira, parturiente, instintiva, precisa estar entregue, empoderada, preparada para esse grande e lindo ritual. Assim, quando o Trabalho de Parto e o Parto chamarem esse corpo à mais remota e primitiva entrega, à partolândia, ao simbólico nascer, verdadeiro renascer, fisicamente o corpo responderá como a natureza o fez pronto para agir.

 

Gratidão eterna a essa “homeopatia” que ampara e fortalece a Mulher Viva!

 

Ronise Duarte Pantano

Terapeuta Homeopata especializada em Gestação, Parto e Puerpério

 

 

 

 

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